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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Capacidade de armazenamento de dados mundial é de 295 exabytes

Um exabyte equivale a 1 bilhão de gigabytes.
Estudo calculou dados guardados entre 1986 e 2007.


Martin Hilbert é um dos responsáveis pelo estudo
que mediu a capacidade de armazenamento
global. (Foto: Reprodução/CNET

A capacidade da humanidade de armazenar informação foi medida por cientistas. O estudo, publicado na revista “Science”, calcula que, até 2007, a quantidade de dados armazenados mundialmente é de 295 exabytes. Isso equivale a cerca de 1,2 bilhão de discos rígidos.

Os cientistas chegaram ao número ao calcular a quantidade de dados guardados em 60 tecnologias analógicas e digitais entre 1986 e 2007. Segundo a BBC, os pesquisadores consideraram tudo, desde discos rígidos de computador até obsoletos disquetes e microchips de cartões de crédito.

O estudo mostrou que, em 2000, 75% da informação era guardada em formatos analógicos, como vídeo cassete. Já em 2007, 94% dos dados eram digitais. A pesquisa aponta a chegada da era digital em 2002, primeiro ano em que a capacidade de armazenamento digital ultrapassou a analógica.


Dois zettabytes de dados

“Se fôssemos pegar todas essas informações e armazená-las em livros, poderíamos cobrir toda a área dos EUA ou da China em três camadas”, explicou Martin Hilbert, da Universidade do Sul da Califórnia, à BBC. Se a mesma informação fosse armazenada digitalmente em CDs, a pilha de discos criada poderia chegar à lua, dizem os pesquisadores.

Os resultados do estudo também mostraram que a humanidade transmite cerca de dois zettabytes de dados (1 zettabyte é 1 mil exabytes). Isso equivale a 175 jornais por pessoa, por dia.

O armazenamento de computador tem sido tradicional medido em kilobytes, depois megabytes e, agora, gigabytes. Depois vem terabytes, petabytes e exabytes. Um exabytes equivale a 1 bilhão de gigabytes.


Fonte: G1 - Tecnologia

domingo, 30 de janeiro de 2011

Lulas teriam o segredo da invisibilidade?

A Marinha dos EUA está investindo US$5 milhões em testes com a criatura, a fim de criar um manto com a mesma ´tecnologia´ de camuflagem

A Marinha dos Estados Unidos está investindo US$5 milhões em uma equipe de cientistas da Universidade Duke, na Carolina do Norte (EUA), para fazer testes com lulas, alegando que elas podem ser a chave da invisibilidade.

Liderada pelo professor Sonke Johnsen, a equipe
investiga o uso de órgãos especiais, que manipulam a luz ambiente, para criar uma camuflagem dinâmica. As lulas, especialmente, têm o poder de usar suas camadas de pigmento da pele para se camuflarem com muita facilidade. "Elas poderiam fazer um programa de televisão em suas costas, se seus cérebros fossem grandes o suficiente para isso", explicou Johnsen em entrevista ao AOL News.

A Marinha dos EUA espera que uma descoberta fascinante seja feita, o que lhes permitirá criar uma espécie de manto para seus veículos aquáticos e ganhar maior compreensão da vida aquática com a camuflagem "natural".

Entrentanto, por mais que a invisibilidade seja dita no relatório de estudos da equipe, Johsen admite que ela não é real: "A invisibilidade não é verdadeira, mas eles se camuflam muito bem".

O Exército dos Estados Unidos, assim como o Pentágono e a Agência de Projeto e Pesquisa Avançada de Defesa também estão de olho no projeto, que pode levar até cinco anos para gerar resultados.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Japoneses desenvolvem sistema híbrido que utiliza luz solar e calor do corpo humano para gerar energia

Com o conceito de energia limpa, fabricante pretende ter seu novo produto no mercado até 2015

Fonte da imagem: Divulgação/Fujitsu

A empresa japonesa Fujitsu apresentou ontem, 9, um protótipo de painel de captação que funcionaria através de um sistema híbrido, capturando a luz solar e o calor do corpo humano, transformando-os em fonte de energia. O objetivo do aparelho é utilizar a chamada “energia limpa”, em um projeto totalmente sustentável.

Os engenheiros afirmam que, até agora, os sistemas que geram energia através da luz e geradores termoelétricos só poderiam ser encontrados em dispositivos diferentes, tornando este projeto pioneiro na área.

.Sistema hibrido

Fonte da imagem: Divulgação/Fujitsu

Uma das aplicações apontadas pela equipe seria dentro da área médica: o protótipo pode evoluir para um aparelho de monitoramento completo, medindo pressão arterial, frequência de batimentos cardíacos e temperatura do corpo, tudo isso sem a necessidade de baterias.

Segundo os fabricantes, o produto é feito a partir de componentes orgânicos, fazendo com que o custo de fabricação seja baixo. Desta forma, por parte da empresa existe a expectativa de que o aparelho torne-se popular assim que chegar ao mercado, o que deve acontecer até o ano de 2015.

Fonte: Baixaki

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Pesquisadores portugueses criam bateria de papel

A tecnologia que permite carregar os mais variados gadgets utiliza o vapor de água presente no ar para recuperar sua carga.

Fonte da imagem: reprodução vídeo jornal Expresso.

Pesquisadores da Cenimat (Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa), desenvolveram as primeiras baterias feitas de papel do planeta. A tecnologia pode carregar celulares, players de música, tablets, consoles móveis e até equipamentos médicos.

Elvira Fortunato e Rodrigo Martins são os líderes da equipe de cientistas e explicaram, em entrevista para o jornal Expresso, que as baterias são carregadas por meio do vapor de água existente no ar, desde que o ambiente esteja com humidade relativa acima de 40%. De acordo com os pesquisadores, atendendo algumas propriedades específicas, até mesmo os papéis comuns podem ser utilizados como bateria.

São inseridas duas camadas de elétrodos no papel, um ânodo e um cátodo – sendo representados pelo alumínio e cobre, respectivamente. De acordo com Martins, a grande vantagem oferecida pela tecnologia portuguesa é seu auto carregamento. Segundo o pesquisador, os testes realizados com a bateria de papel obtiveram resultados expressivos e que a novidade tem taxas de energia equivalentes as baterias comuns.

Fonte: Baixaki

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

YouTube transmitirá ao vivo carnaval em Salvador

Câmeras serão instaladas em trios-elétricos de artistas como Ivete Sangalo.
Canal no YouTube contará também com videoclipes de bandas de axé.


Canal do carnaval no YouTube já entrou no ar.
O Google anunciou que irá transmitir ao vivo pelo YouTube o carnaval em Salvador com câmeras instaladas em quatro trios-elétricos de artistas como Ivete Sangalo. A transmissão pelo site de vídeos começará na quinta-feira (3/3) e irá até terça (8/3).

O canal do YouTube dedicado ao carnaval terá também videoclipes de bandas de axé e vídeos de equipes de jornalismo que passarão notícias ao vivo pelo YouTube. Como parte da programação, no dia 19 de fevereiro, o canal fará transmissão ao vivo do show de Ivete Sangalo na Praia do Forte, na Bahia.

O canal já está disponível com videoclipes de música em alta definição.

Fonte: G1 - Tecnologia

domingo, 23 de janeiro de 2011

O que é Inteligência Artificial?

Saiba o que é esta área da ciência que causa bastante controvérsia.

Inteligência Artificial (IA) é um ramo da ciência da computação que se propõe a elaborar dispositivos que simulem a capacidade humana de raciocinar, perceber, tomar decisões e resolver problemas, enfim, a capacidade de ser inteligente.

Existente há décadas, esta área da ciência é grandemente impulsionada com o rápido desenvolvimento da informática e da computação, permitindo que novos elementos sejam rapidamente agregados à IA.

História

Iniciada dos anos 1940, a pesquisa em torno desta incipiente ciência eram desenvolvidas apenas para procurar encontrar novas funcionalidades para o computador, ainda em projeto. Com o advento da Segunda Guerra Mundial, surgiu também a necessidade de desenvolver a tecnologia para impulsionar a indústria bélica.

Com o passar do tempo, surgem várias linhas de estudo da IA, uma delas é a biológica, que estuda o desenvolvimento de conceitos que pretendiam imitar as redes neurais humanas. Na verdade, é nos anos 60 em que esta ciência recebe a alcunha de Inteligência Artificial e os pesquisadores da linha biológica acreditavam ser possível máquinas realizarem tarefas humanas complexas, como raciocinar.

Inteligência ArtificialDepois de um período negro, os estudos sobre redes neurais volta à tona nos anos 1980, mas é nos anos de 1990 que ela tem um grande impulso, consolidando-a verdadeiramente como a base dos estudos da IA.

IA na vida real

Hoje em dia, são várias as aplicações na vida real da Inteligência Artificial: jogos, programas de computador, aplicativos de segurança para sistemas informacionais, robótica (robôs auxiliares), dispositivos para reconhecimentos de escrita a mão e reconhecimento de voz, programas de diagnósticos médicos e muito mais.

IA na ficção

Um tema bastante recorrente em histórias de ficção científica, a Inteligência Artifical está presente em livros, desenhos animados e filmes. Um autor de grande destaque nesta área é o russo Isaac Asimov, autor de histórias de sucesso como O Homem Bicentenário e Eu, Robô. Ambas receberam adaptação para o cinema. Outra história que caiu nas graças do público foi AI: Inteligência Artificial, dirigido por Steven Spielberg.

Porém, nem tudo são flores na visão daqueles que levam a IA para a ficção. Filmes como 2001: Uma Odisséia no Espaço, dirigido por Stanley Kubrick, Matrix, de Andy e Larry Wachowski, e Exterminador do Futuro, dirigido por James Cameron, mostram como a humanidade pode ser subjugada por máquinas que conseguem pensar como o ser humano e ser mais frias e indiferentes a vida do que seus semelhantes de carne e osso.

A controvérsia

Máquinas pensando e agindo como humanos.. será?Baseando-se em histórias fictícias como as citadas anteriormente, não é difícil imaginar o caos que poderá ser causado por seres de metal, com um enorme poder físico e de raciocínio, agindo independentemente da vontade humana. Guerras desleais, escravidão e até mesmo a extinção da humanidade estão no rol das conseqüências da IA.

Por outro lado, robôs inteligentes podem ser de grande utilidade na medicina, diminuindo o número de erros médicos, na exploração de outros planetas, no resgate de pessoas soterradas por escombros, além de sistemas inteligentes para resolver cálculos e realizar pesquisas que poderão encontrar cura de doenças.

Como pode ser notado, a Inteligência Artificial é um tema complexo e bastante controverso. São diversos os pontos a favor e contra e cada lado tem razão em suas afirmações. Cabe a nós esperar que, independente dos rumos que os estudos sobre IA tomem, eles sejam guiados pela ética e pelo bom senso.

Fonte: Baixaki

sábado, 22 de janeiro de 2011

Robô substitui aluno em sala de aula

O robô consegue transmitir a aula em tempo real e pode ser controlado pelo estudante por meio de um computador


O estudante russo Stepan Sopin, de 12 anos, não está comparecendo às aulas porque se recupera de leucemia. Para que ele não perca o ano em sua fase de recuperação, a solução encontrada foi criar um robô para substituí-lo nas aulas.

Segundo a agência de notícias AFP, Stepan instalou uma tela no robô, que permite que ele veja as aulas normalmente, estando no conforto da sua casa. Em tempo real, o avatar tecnológico recebe as imagens e transmite para o garoto, que consegue controlar os movimentos do substituto pelo computador e até interagir com os colegas e a professora. 


Fonte: Olhar Digital

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Empresa japonesa faz filmadora de 12 gramas

A empresa Japan Trust Technology (JTT) anunciou um novo modelo de sua linha de pequenas câmeras, a CHOBICAM 1. O equipamento minúsculo pesa apenas 12 gramas e tem menos de 3 centímetros de cada lado.
 A minúscula câmera grava vídeos na resolução 640x480 pixels e formato AVI e ainda faz fotos (JPEG). E se você acha que um aparelho deste tamanho não teria memória suficiente, ele tem espaço para cartão micro SD de 32 GB. Pode ser conectado ao PC – somente Windows – pela porta USB.
A empresa começou a vender as câmeras no Japão por R$ 200 e planeja comercializar também lentes para a máquina fotográfica em breve, segundo o site Crunch Gear. Quem vive fora do Japão poderá comprar pelo site Geek Stuff 4 U.
 
 Fonte: Revista Galileu

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Empresa japonesa desenvolve robô para trabalhar em escritório

Chamado de HRP-4, o robô pode realizar tarefas como entregar mensagens e reconhecer os colegas de trabalho





A empresa japonesa Kawada Industries em conjunto com o Instituto Nacional para Ciências Industriais Avançadas e Tecnologia desenvolveram aquele que pode ser o futuro do trabalho em escritório: um robô faz-tudo. Chamado de HRP-4, o robô humanoide de 1,52 metros foi criado para realizar funções simples como servir café, entregar mensagens, reconhecer o rosto dos colegas de trabalho e até cantar, segundo o übergizmo.
O HRP-4 custará cerca de US$ 350 mil. Apesar disso, a desenvolvedora afirma que os custos de manutenção do robô são baixos. E mais: robôs não perdem tempo navegando na internet durante o horário de trabalho, não é verdade? E não adianta fingir que não sabe do que estamos falando.
Veja o HRP-4 em funcionamento no vídeo abaixo:
 



Fonte: Olhar Digital

Lab-on-a-chip: exames de sangue mais rápidos, baratos e eficientes

O sistema possibilita detectar desde o vírus HIV até o mal de Alzheimer, com apenas uma gota de sangue, dando os resultados em 30 minutos

Criado por engenheiros e estudantes da Universidade de Rhode Island, nos Estados Unidos, o sistema Lab-on-chip (laboratório no chip) fornece resultados em 30 minutos de vários exames, com apenas uma gota de sangue.
O Lab-on-chip foi projetado para detectar doenças cardíacas mas, depois de uma série de estudos, outros biomarcadores foram adicionados ao sistema, possibilitando detectar desde o vírus HIV até o mal de Alzheimer. Basicamente, o sangue coletado é colocado num pequeno cartucho, que vai para um biosensor do tamanho de uma caixa de sapato.
O sistema se destaca pela sua praticidade de manuseio e velocidade na aquisição de resultados: "Este é um grande passo na medicina diagnóstica, sendo que os testes podem ser realizados em uma clínica, ou mesmo em casa", disse Mohammad Faghri, professor de engenharia mecânica da URI.
O preço estipulado é de US$3200 para o Lab-on-chip e de US$1,50 para cada exame. Ainda não existe data oficial de lançamento mas, de acordo com Faghri, não demorará até que o sistema seja comercializado.

Fonte: Olhar Digital

Guardiões da web


Conheça a missão dos sete voluntários que têm o poder de recuperar os endereços da internet diante de uma catástrofe

por Guilherme Pavarin

Se um cenário de calamidade virtual afetar a internet e qualquer coisa tão simples quanto entrar num site de notícias, mandar um e-mail ou acessar um banco se tornar impossível por conta de uma catástrofe natural ou um ataque de hackers, sete homens espalhados por quatro continentes entram em ação. Escolhidos em 2010 como os guardiões mundiais da rede, Norman Ritchie, do Canadá, Dan Kaminsky, dos Estados Unidos, Jiankang Yao, da China, Bevil Wooding, de Trinidad e Tobago, Moussa Guebre, de Burkina Fasso, Ondrej Surý, da República Checa, e Paul Kane, da Inglaterra, são os eleitos para salvar a web diante de uma quebra de todas as barreiras de proteção à navegação. A missão desses homens é restabelecer a ordem, caso os dois principais servidores dos Estados Unidos — que executam a certificação dos sites na web — forem danificados.

A qualquer momento, podem ser convocados a um banco de dados escondido em algum lugar do território americano que não revelam a ninguém. Lá, devem juntar cartões intransferíveis que receberam, reiniciar um sistema e garantir a integridade dos endereços eletrônicos. Em outras palavras, irão assegurar que, quando se digita www.google.com.br no navegador, a página aberta seja a de buscas, não a de um hacker mal-intencionado.

O primeiro passo para que se restabeleçam as funções da rede é que ao menos cinco desses homens se encontrem para unir os cartões que receberam há alguns meses, guardados com segurança máxima. Norman Ritchie, 55 anos, que mora em Ottawa, deixa o seu em um cofre tão bem escondido que nem mesmo quem divide o teto com ele sabe onde está. O cartãozinho, que tem um chip e uma tarja magnética, fica protegido pelo segredo numérico do cofre e por uma sacola inviolável. “Se eu o perdesse, seria um grande constrangimento. Teria que pedir outro, numa cerimônia oficial, e correria o risco de não usá-lo quando precisassem, numa emergência”, afirma.

A tarefa de Ritchie e seus colegas seria a última decisão a ser tomada, caso algo grave acontecesse com as máquinas que protegem os endereços da web. A reunião desse grupo serviria para gerar uma nova chave de segurança a partir da junção dos tais cartões. Depois de obter a nova senha ultrassecreta, eles são autorizados a reiniciar um novo Módulo de Segurança de Hardware (HSM, ou Hardware Security Module). Trata-se de um dispositivo de emergência que, em questão de minutos, traz o backup do protocolo de segurança de boa parte dos sites e possibilita uma navegação normal novamente.

ANTIFRAUDES

O órgão que coordena toda essa operação é a ICANN (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers), um grupo sem fins lucrativos, bancado pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos, responsável por um dos sistemas mundiais contra ataques cibernéticos. A entidade escolheu os sete guardiões depois de um longo processo seletivo, envolvendo a análise dos currículos e uma série de entrevistas. O esquema de proteção pelo qual os sete devem zelar é o DNSSEC (Domain Name System Security Extensions), aquele que garante que ninguém caia em endereços pirateados quando tenta ir para um site qualquer. Os domínios terminados em .uk, .org e .br, por exemplo, adotam esse protocolo (o domínio .com é protegido pela VeriSign, uma empresa privada americana). Um ataque a esses servidores vitais do DNSSEC resultaria, então, em uma catástrofe virtual globalizada. “Pode ser fruto de um ataque nuclear ou de algum desastre da natureza, coisas muito improváveis, mas que devemos estar preparados para enfrentar”, afirma Richard Lamb, um dos gerentes do programa da ICANN.

O processo tem ainda 14 oficiais criptográficos, espécie de assistentes burocráticos dos guardiões. Eles são os responsáveis por autorizar o uso de equipamentos e chaves que garantem a autenticidade dos sites, mais um passo dentro do sistema de segurança. Entre esses oficiais está o brasileiro Frederico Neves, coordenador técnico do Registro.br, uma organização que cuida dos registros de domínios. “Nossa função é dar apoio aos procedimentos da ICANN que garantem a navegação na rede”, diz Neves. A possibilidade de que um dia seja necessário usar toda essa estrutura, mesmo num cenário de ciberguerra, no entanto, é remota. Até chegar ao ponto crítico de se chamar os guardiões, muitas outras barreiras de segurança teriam que ser quebradas.

O DNSSEC é considerado o maior avanço de proteção digital nos últimos 20 anos da internet. Desde que Dan Kaminski, hoje um guardião, descobriu uma vulnerabilidade em seu desenvolvimento, em 2008, nenhum outro princípio de falha foi notado. Ao criarem os cartões, os organizadores da ICANN se preocuparam em fazer uma peça com uma única função emergencial, sem qualquer probabilidade de ser hackeada, como uma garantia adicional para que o sistema funcione. Quando a criação dos cartões foi noticiada, em julho, porém, alguns boatos apocalípticos surgiram — e colocaram em dúvida seu benefício. “Não dá para recriar, programar ou usar o cartão para algo perverso, como muitos pensam”, diz Ritchie. O maior rumor espalhado pela web seria o de que os guardiões poderiam reiniciar a internet a qualquer momento. “Não há nada que possa desligar ou reiniciar a internet. Não há nenhum controle ou mecanismo central que a sustente”, diz Lamb.

Por essa mesma conotação fantasiosa, o próprio nome “guardião” não é bem visto pela maioria dos envolvidos no projeto. “A história real, que é a de implantar o DNSSEC com eficácia, tem se perdido um pouco no sensacionalismo”, diz Ritchie. Entre a ICANN e os seus voluntários, os sete detentores do cartão inteligente são chamados somente pela sigla RKSH (ou Recovery Key Share Holders, algo como Portadores da Chave de Recuperação). Ainda assim, guardião ou mero dono de um cartão que gera senhas, o que importa é que o canadense sabe da importância da peça que guarda em seu cofre. E, mais ainda, por entender que as grandes tragédias não são prenunciadas, já memorizou um atalho para viajar até a base secreta onde os cartões devem ser reunidos. “Digamos que estou perto da fronteira e já fiz o caminho algumas vezes, por precaução.”

QUEM SÃO OS SETE GUARDIÕES

Sattu
PAUL_KANE >>> Experiente cientista de computação do Reino Unido, Paul Kane já trabalhou em importantes desenvolvedoras de software nos EUA e Japão. Hoje é uma espécie de conselheiro sobre questões comerciais na internet para o governo de seu país




Sattu
ONDREJ_SURÝ >>> Voluntário também da Anistia Internacional em Praga, Ondrej Surý nasceu e mora na República Checa. É ainda um pesquisador da CZ.NIC Labs, organização que cuida do tráfego, dos protocolos e dos dados de internet locais




Sattu
BEVIL_WOODING >>> Natural de Trinidad e Tobago, Bevil Wooding é um dos líderes do desenvolvimento da tecnologia no Caribe. É chefe de conhecimentos do Congress WBN, uma organização sem fins lucrativos que trabalha com disseminação da ética






Sattu




NORMAN_RITCHIE >>> O canadense Norman Ritchie já trabalhou em muitas empresas de informática dos Estados Unidos. Nos dias atuais, é funcionário do Internet Systems Consortium, onde ajudou a criar o BND Software, usado na maioria dos servidores atuais









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DAN_KAMINSKY >>> Americano de nascimento, Dan Kaminski é o mais famoso do grupo. Depois de descobrir uma série de bugs e vírus, virou um pesquisador reconhecido na área de segurança. Atualmente toma conta da start-up que montou, a Recursion Ventures







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MOUSSA_GUEBRE >>> Único africano dos guardiões, Moussa Guebre é natural de Burkina Fasso. Membro importante do Ministério de Tecnologia da Informação de seu país, ele também faz trabalhos para uma entidade social sem fins lucrativos, a ICT Africa






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JIANKANG_YAO >>> O chinês Jyankang Yao é o mais reservado do grupo. De Beijing, ele é atuante na China Internet Network Information Center, uma agência responsável por assuntos relacionados à rede, sob a tutela do Ministério de Indústria e Informação




Fonte: Revista Galileu

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A Campus Party 2011 começou!

Quarta edição do evento vai até sábado (22) e contará com mais de 6,8 mil participantes



Começou nesta segunda-feira (17) a Campus Party Brasil, um dos maiores eventos de tecnologia do mundo que acontece pela quarta vez em São Paulo e vai até o próximo sábado (22). Cerca de 6,8 mil campuseiros irão acampar no Centro de Exposições Imigrantes para acompanhar os sete dias de palestras, workshops, oficinas e debates divididos em 11 áreas de conhecimento diferentes.

A abertura oficial do evento é hoje às 22h, com uma palestra de Paco Ragageles, um dos fundadores da Campus Party.

Entre os destaques dessa edição, está a participação do ex-vice-presidente dos Estados Unidos, Al Gore, que falará nesta terça-feira (18), às 13h, sobre a abrangência acadêmica e comercial da internet. No mesmo painel, também estará Tim-Berners Lee, considerado o pai e criador da WorldWideWeb, ao idealizar um projeto global que permitisse que pessoas trabalhassem em conjunto.

Além deles, o diretor gerente da Wikimedia Foundation,
Kul Wadhwa, também estará na Campus Party, assim como o co-fundador da Apple, Steve Wozniak, que fechará o evento no sábado (22) às 19h.

Os campuseiros tiveram que aguardar a abertura dos portões em uma fila enorme e debaixo de chuva. Segundo alguns participantes, a entrada do evento estava mal organizada. Danilo Augusto, parceiro do Olhar Digital e criador do site I/O Tecnologia, veio de Natal (RN) para o evento e afirmou estar há mais de sete horas na fila. "Cheguei aqui ao meio dia, está um bagunça. A entrada está lenta e é uma só para todo mundo", disse. Ao final da tarde, os organizadores anunciaram que, em 2012, as credenciais serão entregues nas residências dos campuseiros, diminuindo o tempo de entrada.

Fonte: Olhar Digital

Empresa cria luvas que lançam chamas

Equipamento é criado para performances em shows e eventos
por Redação Galileu
Se soltar fogo pelas mãos era o superpoder que você gostaria de ter, saiba que já é possível. A empresa J&M Special Effects, especializada na criação de performances pirotécnicas e com neve, esta trabalhando no desenvolvimento de luvas que lançam chamas. A primeira versão das luvas foram apresentadas no vídeo abaixo.


Fonte: Olhar Digital

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Cientistas criam material sólido mais leve do mundo

‘Fumaça congelada’ é feita de nanotubos de carbono

por Redação Galileu

Pesquisadores da Universidade Central da Flórida criaram uma nova forma do supermaterial conhecido como aerogel, com nanotubos de carbono de paredes múltiplas (a sigla em inglês é MWCNT). O novo supermaterial é o sólido mais leve já desenvolvido. Com a densidade de apenas quatro miligramas por centímetro cúbico, pode ser usado em sensores para detecção de poluentes e substâncias tóxicas e componentes eletrônicos.
Os aerogéis, descobertos já no início do século 20, são conhecidos como os melhores isolantes do mundo. Com o apelido de ‘fumaça congelada’, o aerogel é um gel onde o líquido é substituído por gás, resultando em um material de baixíssima densidade. Eles já são usados como isolantes térmicos em construções, em raquetes de tênis, esponjas para limpeza de derramamentos de petróleo e outros tipos de produto..


As fases do processo de produção do aerogel // Fonte: ACS NANO

Até então a maioria dos aerogéis era fabricada com sílica, óxidos de metais, polímeros e materiais de carbono. Mas os cientistas da Universidade da Flórida foram os primeiros a fabricar o material com nanotubos de carbono. Para produzi-lo, os pesquisadores removeram o líquido de um gel já existente. E criaram uma estrutura semelhante à uma colméia de abelha com paredes de 100 nanômetros de largura (ou 0,0001 milímetros).


Estrutura do novo aerogel // Fonte: ACS NANO

O resultado é um material flexível e condutor elétrico que se parece mais com um pedaço de marshmallow perfurado por canais do que com fumaça congelada. De acordo com a Gizmag, se os nanotubos de 3 gramas do material fossem desmontados e organizados lado a lado, eles ocupariam uma área igual a de três campos de futebol americano.

Fonte: Revista Galileu

Já pensou sentir o cheiro dos vídeos?

Software edita vídeos sincronizados com cheiros e aparelho dispara as fragrâncias no momento em que o filme está rodando

Atualmente as empresas estão tentando vender o máximo de realismo aos consumidores, e as televisões e games em 3D são a prova disso. Mas o site Dvice descobriu algo que vai além das projeções que parecem ter ganhado vida: trata-se doScentSciences.
Este aparelho permite que o usuário sincronize cheiros em seus vídeos favoritos por meio de uma interface plug´n´play. Os vídeos são editados pelo ScentEditor e ganham fragrâncias que serão disparadas pelo ScentSciences no momento em que o filme estiver rodando.

Os aromas são armazenados em cartuchos e cabem até 20 tipos diferentes, o suficiente para até 200 horas de filmes. Caso o usuário queira um novo perfume, o fabricante recebe os pedidos de personalização e ainda pode incluir um recurso que permite ajustar a intensidade de cada fragrância.

Pra quem curtiu a ideia de sinestesia, o aparelho custa US$ 70 e o software para a edição de vídeo, US$ 20. Mas, atenção, usuários de Mac ainda não podem utilizar, a criação só está disponível para Windows 98, XP ou 7.

Fonte: Olhar Digital

Google agora traduz sua conversa instantaneamente

Empresa apresentou ontem atualização para o Google Translate que faz traduções em tempo real durante uma conversa

O Google apresentou nesta terça-feira (11) uma nova função para seu aplicativo Google Translate, que traduz uma conversação entre pessoas de línguas diferentes em tempo real, segundo o jornal britânico Telegraph. O serviço é chamado de "Conversation Mode" e, por enquanto, está na versão Alpha e só dá suporte para as línguas inglesa e espanhola.
Para traduzir sua fala, o interlocutor deve dizer algo no aparelho e apertar a tecla "submit". A fala é então transferida para os servidores do Google, em seguida traduzida, e o áudio novo enviado de volta para o celular. O CEO do Google, Eric Schmidt, afirmou que o serviço traduzirá instantaneamente em cerca de 18 meses.

O suporte para novas línguas deve chegar "em breve", segundo a empresa.

Fonte: Olhar Digital

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Internet do Plano Nacional de Banda Larga deve custar R$ 35

Em uma reunião com representantes de provedores de Internet, o Ministro das Comunicações Paulo Bernardo afirmou que o preço ainda pode cair



Em uma reunião nesta terça-feira (11) com representantes de pequenos provedores de Internet, o novo Ministro das Comunicações Paulo Bernardo divulgou qual deverá ser o custo da Internet fornecida pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL), que será fornecido pelo Governo Federal. "Trabalhamos com o valor de referência do acesso à Internet a R$35 mensais, mas podemos reduzir esse preço", afirmou. O preço seria referente à velocidade mínima de 512kbps.
Uma das ideias para o plano é criar uma linha de crédito especial no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para facilitar empréstimos para companhias regionais de Internet. Segundo Bernardo, o preço médio do país hoje é de R$60, principalmente devido aos impostos, burocracia e altos preços para o tráfego de dados. O Ministro também falou de seus planos para a criação do Plano de Aceleração da Banda Larga.

A meta do PNBL é levar Internet rápida a preços populares para mais de mil municípios até o fim de 2011. Para tanto, o plano deverá disponibilizar 30 mil quilômetros de fibra ótica da Telebrás e outras estatais e negociar isenções de impostos com os estados para baixar mais o preço.

Fonte: Olhar Digital