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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Quanto mais você mente, mais fácil fica

Pesquisa mostra que cérebro de mentiroso frequente não tem diferenças daquele que conta a verdade
por New Scientist

Nosso cérebro é naturalmente melhor em dizer a verdade do que contar mentiras porque temos uma predisposição para não mentir. Mas uma pesquisa da Universidade de Ghent, na Bélgica, mostra que, ao repetir as mentiras, conseguimos vencer nossa tendência de dizer a verdade e tornamos as mentiras posteriores mais imperceptíveis.

Estudos de neuroimagem mostraram que o cérebro tem mais atividade quando estamos mentido. Esse movimento acontece especialmente no córtex pré-frontal, sugerindo que mentir exige mais controle e inibição da predisposição de contar a verdade. Inventar histórias também leva mais tempo do que dizer a verdade.

Os pesquisadores entrevistaram voluntários para saber se a dominância da resposta verdadeira poderia ser mudada no cérebro. Eles descobriram que, com o tempo, os voluntários que mentiram mais vezes acabaram eliminando a diferença no tempo de resposta entre verdade e mentira e estabilizaram sua atividade cerebral como a de quem não mentiu. Em mentirosos patológicos essa dominância da resposta verdadeira pode não ser tão forte quanto na média das pessoas.

Os resultados sugerem que um eventual detector de mentiras pode não identificar um mentiroso habituado a inventar histórias, assim como os psicopatas. E esse tipo de aparelho é geralmente usado em pessoas suspeitas de cometer crimes – que apresentam taxas mais altas de características psicopatas, incluindo a desonestidade patológica, do que pessoas comuns.

Uma alternativa, proposta pelos pesquisadores para melhorar a precisão dos detectores de mentira é “aquecer” o cérebro do entrevistado com perguntas simples para que ele responda a verdade, fortalecendo a dominância da resposta verdadeira, evitando a repetição de mentiras.

Fonte: Revista Galileu

domingo, 30 de janeiro de 2011

Tipo de paquera determina como será relação, diz pesquisa

Um estudo feito pelo professor de comunicação Jeffrey Hall, da Universidade de Kansas, EUA, mostrou que o tipo de paquera influencia o comportamento das pessoas durante a relação.

Para fazer a pesquisa, mais de 5 mil adultos foram entrevistados sobre seus estilos de paquera e modos de comunicar interesse romântico. Analisando os resultados, foram identificados cinco estilos de paquera: física, tradicional, educada, sincera e divertida.

A paquera física envolve a expressão do interesse sexual por um parceiro em potencial. Pessoas com pontuação alta nesta forma de paquera frequentemente desenvolvem relacionamentos rapidamente, tendo melhor química sexual e conexão emocional com seus parceiros.

A paquera tradicional é fundamentada no pensamento de que os homens devem fazer a primeira aproximação. Por adotar um papel mais passivo, as mulheres com esse estilo normalmente têm problemas para obter atenção do parceiro e não gostam de paquerar ou serem paqueradas. Já os homens tendem a demorar mais tempo para se aproximar das mulheres. Ambos os sexos costumam ser introvertidos e preferem encontros íntimos.

A paquera educada foca nas boas maneiras e comunicação não-sexual. Embora sejam menos propensos a abordar um parceiro em potencial e gostar de paquerar, as pessoas com esse estilo comumente têm relacionamentos intensos.

A paquera sincera tem como base a criação de conexões emocionais e a comunicação sincera de interesse. As mulheres têm pontuação mais alta nesse estilo, mas para ambos os sexos, a relação envolve conexões emocionais e química sexual fortes.

A paquera divertida normalmente envolve pouco interesse em relacionamentos duradouros. As pessoas com esse estilo o consideram agradável e acreditam que levanta seu auto-estima, mas são menos propensas a ter relacionamentos intensos.

“Em alguns sentidos, os primeiros momentos no desenvolvimento de uma relação são importantes para o sucesso do relacionamento a longo prazo, incluindo o casamento”, diz Hall.

E você, tem que estilo de paquera? Deixe sua opinião na caixinha de bate-papo ao lado!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Casamento é bom para saúde física e mental, diz pesquisa

Antes de dizer não ao casamento e viver como um solteiro convicto, saiba que casamentos podem ser bons para a saúde. Uma pesquisa recente mostrou que relacionamentos seguros e duradouros são bons para a saúde mental e física. E mais, os benefícios aumentam com o passar do tempo.

O estudo da Universidade Cardiff (Reino Unido), sugere que os casados vivem mais do que os solteiros em média. Os pesquisadores descobriram que as mulheres, quando casadas, têm melhor saúde mental. Já os homens de aliança têm vantagem física.

O estado físico dos homens melhora provavelmente pela influência positiva da parceira no estilo de vida. No campo mental, as mulheres ficam melhores possivelmente pela grande importância dada ao relacionamento, de acordo com os pesquisadores.

Mas nem tudo são flores no mundo dos relacionamentos, o estudo menciona evidências de que relacionamentos na adolescência estão associados com sintomas depressivos. E não ache que todos os relacionamentos sejam bons para a saúde, os pesquisadores também dizem que os solteiros têm melhor saúde mental do que pessoas em relacionamentos tensos.

Fonte: Revista Galileu

domingo, 23 de janeiro de 2011

Pessoas bonitas têm mais chances de ser inteligentes, diz estudo

Homens e mulheres belos teriam QI mais alto do que a média

por Redação Galileu
Fonte: Frazer Harrison/Getty Images
A afirmação “é só mais um rostinho bonito” pode cair em desuso depois desta pesquisa. A beleza, que muitas vezes chegou a ser associada à falta de inteligência, pode ser sinônimo de QI alto, é o que diz um estudo feito pela Escola de Economia de Londres. Os pesquisadores sugerem que homens e mulheres bonitos teriam QI mais alto do que a média. Segundo eles, a atratividade física estaria significativamente associada à inteligência.

A beleza teria uma relação mais forte com a inteligência no sexo masculino. O estudo mostrou que os homens inteligentes possuem um QI de 13,6 pontos acima da média. Já as mulheres belas têm 11,4 pontos de vantagem sobre o QI da média.

Para o responsável pela pesquisa, Satoshi Kanazawa, como homens inteligentes estão mais inclinados a atingir o sucesso, eles também teriam mais chances de se casar com belas mulheres. Dado que as duas qualidades – inteligência e beleza – são fortemente determinadas pela genética, deve haver uma correlação positiva entre inteligência e atratividade nos descendentes gerados.

O estudo avaliou 52 mil pessoas do Reino Unido e dos Estados Unidos. Apesar dos resultados encontrados, o pesquisador faz uma ressalva, e diz que não há justificativas para acreditar que os bonitas sejam melhores do que qualquer um. O trabalho foi puramente científico e não dá premissas para tratar as pessoas de maneira diferente por causa de sua aparência.
Fonte: Revista Galileu

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Filhos primogênitos são mais inteligentes

Por Thiago Perin 


O pesquisador Frank Heiland, da Universidade Estadual da Flórida (EUA), resolveu investigar a relação entre a nossa posição na ordem de nascimento e as habilidades que demonstramos nos primeiros anos escolares. E, usando informações do National Longitudinal Survey of Youth, uma pesquisa feita pelo governo dos EUA, que entrevistou mais de 12 mil pessoas entre 1979 e 1998, ele constatou que, nos primeiros anos de vida, os primogênitos demonstram umdesenvolvimento cognitivo maior do que o dos filhos do meio – mas não necessariamente maior do que o dos caçulas. Pobrezinhos dos intermediários, que já são tradicionalmente taxados de problemáticos, né? O estudo não trouxe um porquê definitivo, mas já dá para esquentar as brigas entre irmãos por aí.


Fonte: Superinteressante

A verdadeira superbactéria


Mutação genética torna duas espécies de bactérias invulneráveis a todos os medicamentos existentes

por Salvador Nogueira

Há anos os cientistas previam que isso iria acontecer. Mas finalmente a ameaça parece estar batendo à porta: estão surgindo bactérias capazes de resistir a praticamente todos os antibióticos. Praticamente todos, ou todos mesmo. Depois da KPC, que foi apelidada de superbactéria e causou pânico nos hospitais brasileiros (mas que pode ser tratada com uma combinação de 3 antibióticos), está surgindo uma linhagem de micro-organismos ainda mais resistentes. E o pior: isso já aconteceu. As bactérias E. coli e Salmonella, que causam infecções intestinais e são comuns em todo o mundo, já adquiriram um gene que as torna capazes de destruir as moléculas de qualquer tipo de antibiótico - inclusive os carbapenemos, que hoje são a última arma eficaz para matar os micro-organismos mais resistentes, como a superbactériabrasileira. 
Por enquanto, as bactérias indestrutíveis só foram encontradas na Índia, no Paquistão e no Reino Unido. Mas os cientistas temem que elas se espalhem pelo resto do planeta - ou transfiram o tal gene para espécies mais agressivas. "Isso poderia significar o fim [da era dos antibióticos]", afirma o pesquisador Tim Walsh, da Universidade de Cardiff, cuja equipe foi responsável pela descoberta. "Não há medicamentos contra as bactérias que produzem esse gene." Contra elas, a humanidade está indefesa.
Fonte: Superinteressante

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Lab-on-a-chip: exames de sangue mais rápidos, baratos e eficientes

O sistema possibilita detectar desde o vírus HIV até o mal de Alzheimer, com apenas uma gota de sangue, dando os resultados em 30 minutos

Criado por engenheiros e estudantes da Universidade de Rhode Island, nos Estados Unidos, o sistema Lab-on-chip (laboratório no chip) fornece resultados em 30 minutos de vários exames, com apenas uma gota de sangue.
O Lab-on-chip foi projetado para detectar doenças cardíacas mas, depois de uma série de estudos, outros biomarcadores foram adicionados ao sistema, possibilitando detectar desde o vírus HIV até o mal de Alzheimer. Basicamente, o sangue coletado é colocado num pequeno cartucho, que vai para um biosensor do tamanho de uma caixa de sapato.
O sistema se destaca pela sua praticidade de manuseio e velocidade na aquisição de resultados: "Este é um grande passo na medicina diagnóstica, sendo que os testes podem ser realizados em uma clínica, ou mesmo em casa", disse Mohammad Faghri, professor de engenharia mecânica da URI.
O preço estipulado é de US$3200 para o Lab-on-chip e de US$1,50 para cada exame. Ainda não existe data oficial de lançamento mas, de acordo com Faghri, não demorará até que o sistema seja comercializado.

Fonte: Olhar Digital

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Mamute pode ser clonado em quatro anos

Graças a uma técnica elaborada para identificação de células saudáveis num tecido congelado, um mamute pode ser clonado em breve, com uma elefante africana atuando como mãe de aluguel

Akira Iritari, professor da Universidade de Kyoto, Japão, disse ao The Telegraph que, graças aos avanços da tecnologia, um mamute poderá ser clonado daqui a quatro anos.
Em 1990 uma das tentativas de clonagem foram em vão, já que os núcleos das células de tecido do mamute estavam danificadas pelo frio extremo.

Atualmente, uma técnica elaborada pelo Dr. Teruhiko Wakayama, do Riken, Centro de Desenvolvimento Biológico, permitiu a identificação de células saudáveis num tecido congelado. Um experimento elaborado com as amostras de tecido de um rato, congelado por 16 anos, comprovou a eficácia do procedimento.

Com o obstáculo superado, Akira Iritari está planejando uma expedição para este ano, na Sibéria, a fim de colher amostras bem preservadas de mamute. Caso o professor não consiga tais amostras, alguns cientistas russos poderão fornecê-las.

"Atualmente, a taxa de sucesso de clonagem de bovinos está em 30%", disse Iritari. "Acho que temos uma chance razoável de conseguirmos. Um saudável mamute pode nascer dentro de quatro ou cinco anos".


Os núcleos das células serão inseridos numa elefante africana, que será a mãe de aluguel do mamute. A gestação pode durar em torno de 600 dias.

Fonte: Olhar Digital

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Cientistas conseguem gravar 'música' criada na coroa do Sol

Usando sofisticadas teorias matemáticas na análise de imagens de satélite, cientistas da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, conseguiram captar os sons harmônicos que ocorrem durante a intensa atividade da coroa solar - a camada mais externa e intrigante do Sol, que atinge milhões de graus Celsius de temperatura.

Os pesquisadores analisaram estruturas chamadas anéis coronais, que são fluxos magnéticos em formato de arco que chegam a ter 100 mil quilômetros de comprimento. Os sons foram captados conforme o comprimento, tensão e oscilação desses arcos. Um trecho da "orquestra solar" foi publicado no YouTube pela universidade.

Segundo os cientistas, a pesquisa ajudará a entender como funciona a coroa solar, já que a "música do Sol" também é influenciada pelo material que circunda os anéis coronais.


Fonte: G1

Obesidade pode diminuir tamanho do cérebro, diz pesquisa

Teoria de pesquisadores afirma que região que controla impulsos é menor em pessoas obesas

por New Scientist

A obesidade está ligada a um maior risco de diabetes tipo 2, que é conhecida por estar associada ao comprometimento das habilidades cognitivas da pessoa. Com essa informação, o cientista Antonio Convit, da Escola de Medicina da Universidade de Nova York, pesquisou os impactos da obesidade sobre a estrutura física do cérebro.

Segundo pesquisadores, obesidade altera o cérebro

Convit usou ressonância magnética para comparar os cérebros de 44 indivíduos obesos com os cérebros de 19 pessoas magras da mesma idade. Ele descobriu que os obesos tinham mais água nas amídalas cerebelosas - uma parte do cérebro envolvida no comportamento alimentar.

Segundo a pesquisa de Convit, o córtex orbitofrontal era menor em indivíduos obesos. Essa região do cérebro é importante para controle do impulso e também tem relação com o comportamento alimentar. "Isso pode significar que existem neurônios a menos, ou que esses neurônios são menores", afirma Convit.

Eric Stice, do Instituto de Pesquisa de Oregon, acredita que o resultado reforça uma frágil teoria sobre obesidade. "Se você comer demais, alterações neurais vão aumentar o risco de excessos no futuro", diz ele. Segundo essa teoria, a obesidade estaria associada a uma constante inflamação leve que, segundo Convit, explica a mudança no tamanho do cérebro.

Fonte: Revista Galileu

sábado, 8 de janeiro de 2011

O que os homens olham primeiro: o rosto ou o corpo das mulheres?

O que primeiro atrai os homens em uma mulher? O rosto bonito ou o corpo em forma? A resposta depende. Segundo uma pesquisa da Universidade do Texas, quando o homem busca uma relação a curto prazo, ele repara no corpo. Se ele está atrás de uma relação a longo prazo, como um namoro ou até casamento, o rosto da mulher vira o foco de sua atenção. De acordo com o estudo, as mulheres se interessam primeiro pelo rosto de um possível parceiro mesmo quando estão em busca de relacionamentos curtos.

A pesquisa, publicada na revista científica Evolução e Comportamento Humano (leia na íntegra), buscava entender a relação de preferência entre corpo e rosto no imaginário masculino. “Existem termos pejorativos para mulheres que têm o corpo bonito e o rosto feio, e isso estimulou nossa pesquisa sobre como a atração corporal difere da atração facial”, explica a psicóloga Jaime Confer, co-autora do estudo.

Os pesquisadores mostraram para 375 estudantes universitários uma representação de uma pessoa do sexo posto cujo rosto e corpo estavam escondidos. Metade dos participantes foi instruída a avaliar as imagens como um parceiro em potencial a curto prazo e a outra metade foi orientada a considerar a imagem como um parceiro em potencial para uma relação duradoura. Eles só poderiam descobrir o rosto ou o corpo da imagem, não as duas partes.

Os resultados mostraram que 51% dos homens que deveriam ter a relação curta, de apenas uma noite, decidiram olhar para o corpo na imagem. Por outro lado, 75% dos homens instruídos a ter uma relação duradoura decidiram olhar para o rosto nas imagens escondidas.

Fonte: http://colunas.galileu.globo.com/formuladoamor/2011/01/06/o-que-os-homens-olham-primeiro-o-rosto-ou-o-corpo-das-mulheres/

Quem dorme até tarde não é vagabundo, diz ciência

Segundo neurologistas, o que essas pessoas têm é distúrbio do sono atrasado

por Bruna Bernacchio
Shutterstock
Pessoas com o gene da "verpertilidade" têm predisposição para acordar tarde

Alvo de críticas de familiares e amigos, quem gosta de ficar na cama até a hora do almoço pode ter um motivo científico para a "vagabundagem": o distúrbio do sono atrasado. O assunto foi um dos temas abordados no 6º Congresso Brasileiro do Cérebro, Comportamento e Emoções, que aconteceu recentemente em Gramado.

O organismo humano tem um ciclo diário, de modo que os níveis hormonais e a temperatura do corpo se alteram ao longo do dia e da noite. Depois do almoço, por exemplo, o corpo trabalha para fazer a digestão e, conseqüentemente, a temperatura sobe, o que pode causar sonolência.

Quando dormimos, a temperatura do corpo diminui e começamos a produzir hormônios de crescimento. Se dormirmos durante a noite, no escuro, produzimos também um hormônio específico chamado melatonina, responsável por comandar o ciclo do sono e fazer com que sua qualidade seja melhor, que seja mais profundo.

Pessoas vespertinas, que têm o hábito de ir para a cama durante a madrugada e dormir até o meio dia, por exemplo, só irão começar a produzir seus hormônios por volta das 5 da manhã. Isso fará com que tenham dificuldade de ir para a cama mais cedo no outro dia e, consequentemente, de acordar mais cedo. É um hábito que só tende a piorar, porque a pessoa vai procurar fazer suas atividades durante o final da tarde e a noite, quando tem mais energia.

O pesquisador Luciano Ribeiro Jr. da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista em sono, explica que esse distúrbio pode ser genético: "Pessoas com o gene da ‘vespertilidade’ têm predisposição para serem vespertinas. É claro que fator social e educação também podem favorecer”. Mas não se sabe ainda até que ponto o comportamento social pode influenciar o problema.

A questão, na verdade, é que o vespertino não se encaixa na rotina que consideramos normal e acaba prejudicado em muitos aspectos. O problema surge na infância. A criança prefere estudar durante a tarde e não consegue praticar muitas atividades de manhã. Na adolescência, a doença é acentuada, uma vez que os jovens tendem a sair à noite e dormir até tarde com mais frequência.

A característica vira um problema quando persiste na fase adulta. “O vespertino é aquele que já saiu da adolescência. Pessoas acima de 20 anos de idade que não conseguem se acostumar ao ritmo de vida que a maioria está acostumada”, diz Luciano. Segundo ele, cerca de 5% da população sofre do transtorno da fase atrasada do sono em diferentes graus e apenas uma pequena parcela acaba se adaptando à rotina contemporânea.

O pesquisador conta também que, além do preconceito sofrido pelos pais, professores e, mais tarde, pelos colegas de trabalho, o vespertino sofre de problemas psiquiátricos com maior frequência: depressão, bipolaridade, hiperatividade, déficit de atenção são os mais comuns. Além disso, a privação do sono profundo, quando sonhamos, faz com que a pessoa tenha maior susceptibilidade a vários problemas de saúde: no sistema nervoso, endócrino, renal, cardiovascular, imunológico, digestivo, além do comportamento sexual.

O tratamento não envolve apenas remédios indutores do sono, como se fosse uma insônia comum. É necessária uma terapia comportamental complexa, numa tentativa de mudar o hábito, procurando antecipar o horário do sono. Envolve estímulo de luz, atividades físicas durante a manhã e principalmente um trabalho de reeducação.

E as pessoas que têm o hábito de acordar às 4 ou 5 horas da manhã? “O lado oposto do vespertino é o que a gente chama de avanço de fase. Só que esse não tem o problema maior no sentido social. Ele está mais adaptado aos ritmos sociais e profissionais. Os meus pacientes deste tipo têm orgulho, já ouvi mais de uma vez eles dizendo ‘Deus ajuda quem cedo madruga’”, diz o neurologista.

Fonte: http://revistagalileu.globo.com