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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Lâmpadas LED podem causar câncer, aponta pesquisa

Dados foram obtidos a partir da análise de luzes natalinas que utilizam a tecnologia, que é uma fonte de iluminação ecologicamente correta

De acordo com pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, as lâmpadas LED (Light Emitting Diode), famosas por serem consideradas fontes de luz ecologicamente corretas, podem causar câncer. Isso porque, esses itens contêm chumbo, arsênico e outras substâncias pontencialmente perigosas à saúde.

"Os LEDs são conhecidos como a próxima geração de dispositivos de iluminação. Mas assim como tentamos encontrar melhores produtos, que não esgotam os recursos de energia ou contribuem para o aquecimento global, temos de ser vigilantes sobre os riscos tóxicos daqueles comercializados como substitutos", disse Oladele Ogunseitan, presidente do Departamento de Saúde da População e Prevenção de Doenças, em entrevista ao TG Daily.

As lâmpadas LED são utilizadas hoje em diversos itens, como semáforos, farois de automóveis e luzes coloridas utilizadas nos enfeites de Natal.

Segundo a pesquisa, que analisou luzes natalinas coloridas, as lâmpadas vermelhas continham até oito vezes mais chumbo do que o permitido pelas leis californianas. Já as brancas, apresentavam níveis mais elevados de níquel. Em todos os casos, quanto mais alta a intensidade, maior o risco de intoxicação.

Embora as luzes ainda não sejam classificadas como tóxicas, Ogunseitan afirma que alguns cuidados são necessários: "Quando uma lâmpada LED quebrar em casa, varra com uma vassoura especial e use uma máscara. No caso de acidentes de trânsito ou qualquer acessório LED quebrado, use equipamentos de proteção e trate os resíduos como perigosos", afirma.

Ogunseitan também explicou que os fabricantes de LED poderiam facilmente reduzir as concentrações químicas ou redesenhá-las com materiais verdadeiramente seguros. "É um risco evitável", diz ele.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cientistas desvendam como chocolate protege o coração

Pesquisa mostra como antioxidantes do cacau ajudam a aumentar colesterol bom

por Redação Galileu

Vários estudos mostram que o cacau, principal ingrediente do chocolate, ajuda a reduzir o risco de doenças cardíacas, aumentando os níveis de HDL, a forma boa do colesterol, e reduzindo o LDL, a versão ruim. Os responsáveis pelo benefício são os antioxidantes presentes no cacau, conhecidos como polifenóis, abundantes no chocolate amargo. No entanto, até agora, não se sabia como exatamente os polifenóis agem no organismo.

Um novo estudo, coordenado por Midori Natsume, utilizou células de fígado e intestino humanas para analisar a ação dos polifenóis. Eles focaram na produção da apolipoproteína A1 (ApoA1), um tipo de proteína ligada à gordura, principal componente do bom colesterol e na apolipoproteína B (ApoB), essência do colesterol ruim. Eles perceberam que os polifenóis do cacau aumentaram a ApoA1 e diminuíram a ApoB, tanto no fígado como no intestino.

Os pesquisadores viram que os polifenóis parecem atuar aumentando a atividade de proteínas ligantes aos elementos regulados por esteróides (SREBPs), elas são responsáveis por ativar a expressão de genes que sintetizam e captam o colesterol. As SREBPs se ligam ao material genético e ativam os genes que aumentam os níveis da ApoA1, aumentando o bom colesterol.

Os cientistas também descobriram que os polifenóis parecem aumentar a atividade dos receptores do LDL, as poteínas que ajudam a baixar os níveis do colesterol ruim. O estudo foi publicado na Revista Agricultural and Food Chemistry, da Sociedade Americana de Química.

Fonte: Revista Galileu

sábado, 29 de janeiro de 2011

Casamento é bom para saúde física e mental, diz pesquisa

Antes de dizer não ao casamento e viver como um solteiro convicto, saiba que casamentos podem ser bons para a saúde. Uma pesquisa recente mostrou que relacionamentos seguros e duradouros são bons para a saúde mental e física. E mais, os benefícios aumentam com o passar do tempo.

O estudo da Universidade Cardiff (Reino Unido), sugere que os casados vivem mais do que os solteiros em média. Os pesquisadores descobriram que as mulheres, quando casadas, têm melhor saúde mental. Já os homens de aliança têm vantagem física.

O estado físico dos homens melhora provavelmente pela influência positiva da parceira no estilo de vida. No campo mental, as mulheres ficam melhores possivelmente pela grande importância dada ao relacionamento, de acordo com os pesquisadores.

Mas nem tudo são flores no mundo dos relacionamentos, o estudo menciona evidências de que relacionamentos na adolescência estão associados com sintomas depressivos. E não ache que todos os relacionamentos sejam bons para a saúde, os pesquisadores também dizem que os solteiros têm melhor saúde mental do que pessoas em relacionamentos tensos.

Fonte: Revista Galileu

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Engenheiro cria implante cardíaco para salvar sua vida

Britânico desenvolve réplica de valva aórtica para seu tratamento; outras 23 pessoas já usaram a invenção
por Redação Galileu
Quando soube que sofria da síndrome genética de Marfan - sua valva aórtica estava dilatando e poderia se romper -, o engenheiro Tal Golesworthy começou a trabalhar em uma valva artificial que imitasse o formato da real. O britânico procurou ajuda de médicos em 2001 para realizar seu projeto.
Modelo 3D da aorta criada pelo engenheiro.

Em geral, neste tipo de situação, os médicos recomendam uma cirurgia para a retirada da parte danificada da aorta e a substituem por uma mecânica. O engenheiro imaginou que seria mais seguro criar uma réplica de parte de sua aorta para proteger a região danificada.

Ele teria que copiar a aorta de seu corpo e reconstruí-la com materiais artificiais. Um aparelho de ressonância magnética ajudou a conseguir as melhores imagens possíveis do local. Depois, desenvolveu um modelo em três dimensões no computador da valva. O mais complexo seria a fabricação da peça final, segundo informações da revista The Engineer.

Depois de estudar vários processos, o britânico optou por usar um polímero médico e uma fibra que formaram uma camada no molde da aorta para adquirir seu formato. Em dois anos, ele conseguiu produzir uma aorta artificial de 5 gramas e que poderia ser implantada em torno de sua aorta verdadeira.

Em 2004, Golesworthy passou pela cirurgia com sucesso. Até agora 23 pessoas já usaram a mesma técnica para combater a dilatação da aorta e outras sete esperam para realizar o procedimento.

Fonte: Revista Galileu

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Adesivo é usado para combater a enxaqueca

Um laboratório americano é o responsável pelo desenvolvimento do Zelrix, uma nova arma na luta contra as terríveis dores de cabeça.

Fonte da imagem: Divulgação/NuPathe.

Fonte da imagem: Divulgação/NuPathe.

Enxaqueca é um mal que atinge milhões de pessoas. Os vasos sanguíneos da cabeça se dilatam, provocando pressão contra a caixa craniana e dores muito fortes. Para combater este problema, o NuPathe desenvolveu o Zelrix.

Logo de cara podemos observar que não é um remédio comum. Zelrix é um adesivo que possui uma camada elétrica, que tem como objetivo inserir na pele remédios antienxaqueca. O laboratório responsável afirma que esta é uma forma mais segura de consumir a droga.

Além de receber o remédio de forma controlada, Zelrix faz com que você não esqueça a hora de ingerir a droga e não causa náuseas – o que ocorre muitas vezes quando tomamos remédios oralmente.

Fonte da imagem: Divulgação/NuPathe.A FDA, orgão norte-americano responsável pela fiscalização de remédios, já está fazendo análises do Zelrix. O prazo final para entrega do relatório e possível aprovação é agosto de 2011.

Ou seja, é possível que o adesivo esteja à venda nos Estados Unidos já em 2012, utilizando a tecnologia para acabar com uma doença que prejudica a vida de muitas pessoas.

Fonte: Baixaki

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Oito porções de vegetais por dia reduzem risco de ataque cardíaco em 22%

Recomendação diária adotada pela Organização Mundial de Saúde é de cinco porções diárias

por New Scientist
Tradicionalmente, médicos e campanhas pela alimentação saudável recomendam a ingestão diária de cinco porções de frutas e vegetais por dia. Mas os resultados de um novo estudo, que acompanhou 300 mil europeus durante oito anos, sugerem que aumentemos as porções diárias para oito.

Os pesquisadores da Universidade de Oxford descobriram que, ao comer regularmente oito porções diárias de vegetais, estamos reduzindo o risco de ataque cardíaco em 22%, comparado a pessoas que comem menos de três porções por dia. O risco de um ataque cardíaco fatal cai 4% a cada porção a mais de frutas ou vegetais inserida por dia na dieta.
A recomendação de cinco porções diárias, adotada por governos e instituições de saúde do mundo inteiro, vem de um documento da Organização mundial de Saúde elaborado em 2002. Mas será que a maioria das pessoas consegue comer oito porções diárias? “Cinco porções por dia provavelmente é suficiente, mas se as pessoas quiserem consumir mais, terão benefícios adicionais”, diz Francesca Crowe, pesquisadora envolvida no estudo. 


No último mês de abril, um outro estudo mostrou que as cinco porções diárias recomendadas de frutas e vegetais ajudam a reduzir as chances de um câncer em 9%.

Fonte: Revista Galileu


quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Uma em cada dez crianças que jogam videogame são viciadas

Estudo mostra que jogadores patológicos podem ter depressão, ansiedade e tirar notas menores na escola
por Redação Galileu

Uma pesquisa com 3.034 crianças de Cingapura mostrou que aproximadamente 9% dos gamers jovens são viciados em jogo, de acordo com os padrões adotados pela Associação Psiquiátrica Americana. E eles sofrem problemas sérios como depressão, ansiedade, fobias sociais e baixo rendimento na escola, provocados pela patologia. 

Os pesquisadores descobriram que o percentual de jovens viciados em videogame em Cingapura é similar ao de outros países de diferentes culturas. Cerca de uma em cada dez crianças estariam com problemas patológicos ligados ao jogo em todo o mundo. Para ser considerado doença, o game deve afetar diversas áreas da vida do jogador, como escola, relacionamentos sociais, família, atividades e funcionamento psicológico.
 

Este estudo se difere de outros por mostrar qual tipo de crianças estariam em maior risco, quanto tempo o problema pode durar e até se vício em jogo é um problema isolado ou sintoma de depressão, por exemplo. Estudantes da oitava série de 12 escolas foram acompanhados por dois anos e avaliados mais uma vez nos dois anos seguintes. Eles responderam pesquisas anuais sobre seus hábitos de jogar e seus professores também ajudaram na avaliação.
 
De 7,6 a 9,9% dos alunos foram considerados jogadores patológicos em dois anos. E 84% desses viciados em jogo mantiveram sua condição dois anos após a pesquisa. Apenas 1% daqueles que não haviam sido classificados como viciados no primeiro período tornaram-se dependentes de jogo ao final de mais dois anos. 

Pelos resultados obtidos, os pesquisadores concluíram que os viciados em games se tornam depressivos, ansiosos, desenvolvem fobias sociais, e tiram notas menores na escola. Todos esses problemas parecem aumentar conforme a criança vicia nos games e diminuem quando ela consegue acabar com a dependência.
 

Entre os estudantes pesquisados, os viciados começaram jogando 31 horas por semana, enquanto aqueles que nunca tiverem problemas, jogavam cerca de 19 horas. Mas jogar muito tempo não significa que você seja jogador patológico, o videogame se torna um problema quando atrapalha outros aspectos da vida da pessoa, de acordo com o
 Science Daily . 

O estudo foi uma parceria entre pesquisadores dos Estados Unidos, Cingapura e Hong Kong e será publicado em fevereiro pela revista Pediatrics.
Fonte: Revista Galileu

A verdadeira superbactéria


Mutação genética torna duas espécies de bactérias invulneráveis a todos os medicamentos existentes

por Salvador Nogueira

Há anos os cientistas previam que isso iria acontecer. Mas finalmente a ameaça parece estar batendo à porta: estão surgindo bactérias capazes de resistir a praticamente todos os antibióticos. Praticamente todos, ou todos mesmo. Depois da KPC, que foi apelidada de superbactéria e causou pânico nos hospitais brasileiros (mas que pode ser tratada com uma combinação de 3 antibióticos), está surgindo uma linhagem de micro-organismos ainda mais resistentes. E o pior: isso já aconteceu. As bactérias E. coli e Salmonella, que causam infecções intestinais e são comuns em todo o mundo, já adquiriram um gene que as torna capazes de destruir as moléculas de qualquer tipo de antibiótico - inclusive os carbapenemos, que hoje são a última arma eficaz para matar os micro-organismos mais resistentes, como a superbactériabrasileira. 
Por enquanto, as bactérias indestrutíveis só foram encontradas na Índia, no Paquistão e no Reino Unido. Mas os cientistas temem que elas se espalhem pelo resto do planeta - ou transfiram o tal gene para espécies mais agressivas. "Isso poderia significar o fim [da era dos antibióticos]", afirma o pesquisador Tim Walsh, da Universidade de Cardiff, cuja equipe foi responsável pela descoberta. "Não há medicamentos contra as bactérias que produzem esse gene." Contra elas, a humanidade está indefesa.
Fonte: Superinteressante

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Lab-on-a-chip: exames de sangue mais rápidos, baratos e eficientes

O sistema possibilita detectar desde o vírus HIV até o mal de Alzheimer, com apenas uma gota de sangue, dando os resultados em 30 minutos

Criado por engenheiros e estudantes da Universidade de Rhode Island, nos Estados Unidos, o sistema Lab-on-chip (laboratório no chip) fornece resultados em 30 minutos de vários exames, com apenas uma gota de sangue.
O Lab-on-chip foi projetado para detectar doenças cardíacas mas, depois de uma série de estudos, outros biomarcadores foram adicionados ao sistema, possibilitando detectar desde o vírus HIV até o mal de Alzheimer. Basicamente, o sangue coletado é colocado num pequeno cartucho, que vai para um biosensor do tamanho de uma caixa de sapato.
O sistema se destaca pela sua praticidade de manuseio e velocidade na aquisição de resultados: "Este é um grande passo na medicina diagnóstica, sendo que os testes podem ser realizados em uma clínica, ou mesmo em casa", disse Mohammad Faghri, professor de engenharia mecânica da URI.
O preço estipulado é de US$3200 para o Lab-on-chip e de US$1,50 para cada exame. Ainda não existe data oficial de lançamento mas, de acordo com Faghri, não demorará até que o sistema seja comercializado.

Fonte: Olhar Digital

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Consumo de energéticos pode acelerar alcoolismo, diz pesquisa


Estudo mostra que a venda dessas bebidas precisa ter regulamentação mais rígida


por Redação Galileu

O uso de energéticos se popularizou muito nos últimos. Essas bebidas são consumidas pelas mais diversas razões: despertar para conseguir estudar durante a madrugada, ficar atento em testes, conseguir trabalhar após uma noitada e até durante as festas, quando são geralmente misturadas ao álcool. Muitas pesquisas já mostraram os prejuízos da combinação entre energético e bebidas alcoólicas, mas um novo estudo pesquisa relaciona seu consumo diretamente ao alcoolismo.

O estudo, feito com mil universitários nos Estados Unidos, mostra que quem bebe 52 vezes ou mais energéticos ao ano tem mais chances de se envolver em episódio de bebedeiras pesadas e de desenvolver dependência alcoólica do que pessoas que consomem menos ou nunca consomem as bebidas estimulantes.

O estudo, que será publicado na edição de fevereiro da revista médica Alcoholism: Clinical & Experimental Research, avaliou os universitários por 12 meses. A cientista responsável, Amelia M. Arria, descobriu que quem consumiu muito energético tinha mais chances de começar a ingerir álcool mais cedo, bebe mais doses alcoólica por vez e tem a chance de desenvolver dependência alcoólica aumentada.

Outras pesquisas recentes mostram os riscos da ingestão combinada de energéticos com álcool. Essas bebidas, com vários sabores e facilmente compradas por pessoas de qualquer idade, contém altas doses de cafeína, o que pode gerar uma falsa sensação de não estar bêbado. Mesmo após o consumo de uma quantidade de álcool que normalmente deixaria uma pessoa sentindo os reflexos atrapalhados, a cafeína mascara este efeito. Por se sentir mais alerta, o usuário pode ser induzido a beber mais ou a realizar atividades arriscadas, como dirigir.

Para os pesquisadores, esses resultados mostram a necessidade de uma regulamentação maior da venda energéticos e o controle da quantidade de cafeína . Mas principalmente, deixam claro que é preciso informar a população sobre os riscos.

Fonte: Revista Galileu

Que bebida causa a pior ressaca?

por Jones Rossi


RE:Por ordem decrescente: conhaque, vinho tinto, uísque, vodca, gim, álcool puro, cerveja. As três primeiras estão na categoria de bebidas que, ao serem metabolizadas em nosso corpo, podem formar uma substância muito tóxica chamada formaldeído, que em altas quantidades pode provocar cegueira e até a morte. Já a vodca e o gim são feitas à base de álcool (etanol) puro. Metabolizadas, elas formam o acetaldeído, que agride as mucosas intestinais, provocam desidratação e dor de cabeça — o conjunto de sintomas conhecidos como ressaca — mas de forma mais branda que as bebidas escuras. “A cerveja, por conter mais água, causa uma ressaca mais branda em comparação com outras bebidas alcoólicas”, afirma o médico fisiologista Renato Romani, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Mas, em grandes quantidades, também deixa aquele gosto de cabo de guarda-chuva.

Fonte: Revista Galileu